Fiz aqui um resumão do livro de Flávio Gikovate, uma obra incrível da qual toda vez que você ler, você encontrará uma mensagem nova. Este livro é um manual de cabeceira para pais e professores. Vale muito a pena a leitura!
Introdução:
Temos de ajudar nossos alunos na difícil tarefa de se transformarem em pessoas preocupadas com os seus direitos e os das outras pessoas, educa-los moral e intelectualmente, os levando a uma vida mais feliz. Ao longo do Séc. XX a felicidade era relacionada aos prazeres sexuais, mas o Séc. XXI chegou para transferir este conceito para o sucesso intelectual e para a vida saudável.
Para que se atinja a felicidade, a boa auto-estima é necessária. Não estamos falando de se olhar no espelho e se sentir bonito (a) (isso também traz felicidade, mas não é o que estamos tratando aqui) e sim de ter crenças e viver em conformidade com elas. A disciplina também e necessária para que se atinja a felicidade. Sendo assim, auto-estima não é se sentir bem consigo mesmo e sim sentir orgulho de você mesmo.
Educar é ajudar a criança ou adolescente a formar a sua maneira de pensar para que os mesmos sejam mais felizes no futuro. É ajuda-los a aprender a lidar com frustações e dores (físicas e emocionais), ou seja, temos de leva-los à maturidade emocional. Para obtermos êxito nesta tarefa (tanto pais quanto professores, os quais devem trabalhar sempre em conjunto) é preciso que sejamos educadores firmes, munidos de um conjunto de valores claros, vive-los e transmiti-los através do exemplo. Devemos educar nossos filhos e alunos para que sejam seres autossuficientes e bem formados intelectual e emocionalmente.
Cap. – Algumas considerações sobre a questão moral 1
As normas têm por objetivo regulamentar as relações interpessoais. Muitas normas e limitações devem ser impostas ao ser humano ainda quando criança, levando-os ao caminho da autossuficiência. Devemos ensinar as crianças a comerem sozinhas, fazerem a sua própria higiene e se portar com etiqueta. A punição também faz parte da questão moral, uma vez que, quando punimos, aquele certo hábito é abandonado, levando a criança á disciplina.
Certa vez li uma pesquisa que classificava 6 grupos e declarava o que os freava e impedia-os de agir inadequadamente.
Grupo 1: ausência do medo. Atinge 0,5% da população (tendem a constituir a população carcerária).
Grupo 2: se comportam dentro de certos limites por medo de represálias externas e desconhecem o sentimento de culpa, porém, sentem medo e mentem com facilidade. Representa 10% da população.
Grupo 3: sentem medo de represálias externas e divinas. Representam 15% da população.
Grupo 4: Sentem medo de represálias e também vergonha. Corresponde á 25% da população.
Grupo 5: Respeitam as regras do contrato social mesmo quando não estão sendo observados. Correspondem á 20% da população.
Grupo 6: Entendem o contrato social, ou seja, possuem os valores introjetados. Representam 20% da população.
Educar nos dias hoje é uma difícil tarefa, uma vez que existem seres mais difíceis de educar. Desde cedo as crianças devem ser informadas que ser bom e ético é bom, e sendo assim eles não merecem recompensa alguma por boas atitudes. Devemos transmitir valores aos jovens mesmo que ainda não tenhamos conseguidos atingir tais.
Cap. 2: O papel da instituição e da família
Temos de ensinar aos jovens a se conhecerem melhor, a evoluir moral e emocionalmente e mostra-los que ser disciplinados não é o suficiente. Nesta tarefa, a instituição de ensino e a família devem andar juntas, e a família deve mostrar amor e respeito á instituição. A escola deve ser tolerante com as peculiaridades do aluno, contudo, não abdicar do seu papel de autoridade. Portanto, a escola deve ser guiada por um conjunto de regras claras e cobrar dos alunos honestidade e firmeza. A liderança deve ser imposta pelo respeito, adquirindo assim a admiração. Não há desabono algum, por parte dos pais, que os mesmos ensinem aos filhos valores que não praticam.
Cap. 3 – O papel do professor
Os alunos são por natureza inquietos, e isso torna ainda mais difícil termos sequer minutos de sua atenção. Sendo assim, devemos ter um desempenho adequado para conseguirmos impressiona-los e atrair a sua atenção. O professor deve saber sobre o que está falando e acreditar no que está dizendo. O professor deve ter autoconfiança, ser firme quando o ambiente se desvirtua não fazer concessões por medo de perder o carinho dos alunos e sequer fazer algo em prol de sua própria glória: tal glória é dada pelo sucesso dos alunos, de forma indireta.
O professor sábio é um aprendiz. Ele tem coragem e humildade para pesquisar, está sempre atento e mesmo quando é abordado sobre um assunto que não tem conhecimento, não hesita em dizer que não sabe a resposta. Temos de apurar sempre a forma com que nos comunicamos para não perdermos a nossa audiência. Devemos ter carisma e amorosidade. Desenvolver interesses nos alunos é uma das tarefas principais do professor, e isso deve ser feito com certo requinte formal.
Considerações finais: Este livro foi dedicado aos professores porém, de modo indireto, também aos pais.
Então, é isso pessoal! Gostaram do resumo? Espero que sim! Deixem os comentários de vocês pra podermos interagir!